Templo de Ártemis
Nem sempre rejubilo com uma viagem. No entanto viajar é viver, aprender, descobrir.
Acontece-me frequentemente encher os olhos de história e desta vez a regra voltou a acontecer.
E como em tudo na vida há coisas que nos extasiam e outras que nos decepcionam. Assim foi num dos pontos por onde agora passei. A decepção aconteceu!
Algures na Ásia Menor existiu em tempos uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo – O Templo de Ártemis. Pois bem, sem querer fazer uma resenha de tal Templo, apenas refiro que a decepção foi bem maior que a grandiosidade do monumento. É que dele apenas resta esta coluna abandonada, circundada de ervas daninhas e encimada por um ninho de cegonhas, agora esquecida dos Deuses.
Que nada é eterno já eu sabia, só não contava com uma Maravilha do Mundo ali destronada do epíteto que a tornou famosa.
Com 90 metros de altura - como a estátua da Liberdade, em Nova York - e 45 de largura, o templo era decorado com magníficas obras de arte. Protectora da cidade e deusa dos bosques e animais, Ártemis (Diana, para os romanos) foi esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta. Tinha as pernas e quadris cobertos por uma saia comprida decorada com relevos de animais. Da cintura para cima, três fileiras de seios se sobrepunham. Um ornamento em forma de pilar lhe adornava a cabeça.
Foi construído oitocentos anos de Cristo e a sua construção demorou duzentos anos..
Saqueado, destruído e reconstruído, teve vida efémera este templo, já que no ano 262 D.C. foi totalmente arrasada pelos godos (povo germânico). Restou esta abandonada coluna.
Às vezes – os Deuses não são eternos!





























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