12 de Julho de 2009

Templo de Ártemis

Nem sempre rejubilo com uma viagem. No entanto viajar é viver, aprender, descobrir.
Acontece-me frequentemente encher os olhos de história e desta vez a regra voltou a acontecer.
E como em tudo na vida há coisas que nos extasiam e outras que nos decepcionam. Assim foi num dos pontos por onde agora passei. A decepção aconteceu!
Algures na Ásia Menor existiu em tempos uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo – O Templo de Ártemis. Pois bem, sem querer fazer uma resenha de tal Templo, apenas refiro que a decepção foi bem maior que a grandiosidade do monumento. É que dele apenas resta esta coluna abandonada, circundada de ervas daninhas e encimada por um ninho de cegonhas, agora esquecida dos Deuses.
Que nada é eterno já eu sabia, só não contava com uma Maravilha do Mundo ali destronada do epíteto que a tornou famosa.

Com 90 metros de altura - como a estátua da Liberdade, em Nova York - e 45 de largura, o templo era decorado com magníficas obras de arte. Protectora da cidade e deusa dos bosques e animais, Ártemis (Diana, para os romanos) foi esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta. Tinha as pernas e quadris cobertos por uma saia comprida decorada com relevos de animais. Da cintura para cima, três fileiras de seios se sobrepunham. Um ornamento em forma de pilar lhe adornava a cabeça.
Foi construído oitocentos anos de Cristo e a sua construção demorou duzentos anos..
Saqueado, destruído e reconstruído, teve vida efémera este templo, já que no ano 262 D.C. foi totalmente arrasada pelos godos (povo germânico). Restou esta abandonada coluna.


Às vezes – os Deuses não são eternos!

6 de Julho de 2009

Alexandra Solnado - Consequências?

Ainda a propósito da Alexandra Solnado, lembrei-me da seguinte “estória” que por sinal não é “estória”.
Há poucos dias a belíssima e talentosa actriz Joana Solnado, filha da Alexandra, telefonou-me.
Depois de falarmos e rirmos sobre várias coisas contei-lhe uma coisa que de certa forma lhe está ligada.
Era verão de 2002. O tio da Joana, José Renato, irmão da Alexandra, tinha-me pedido qualquer coisa que já não lembro. Disse-lhe então que ia de férias de 15 a 31 de Agosto e que quando regressasse lhe explicaria o que pretendia. Na porta do meu escritório deixei um pequeno cartaz dizendo que estava fechado para férias de 15 a 31.
Fui para o Minho e regressei a Lisboa dia 25. Lembrei-me então de passar pelo escritório para ver o correio. Qual não é o meu espanto, quando lá chego vejo o bom do Zé junto à porta, debaixo dum sol abrasador, à minha espera.
Espantado, pensei que o “gajo” não estava bom da cabeça e atirei-lhe com esta:
- Então Zé, tu tás parvo ou sofres de insolação? Não vês o que está escrito na porta?
Calmo e sereno respondeu:
- Sim já vi o que está na porta e também já me tinhas dito que estavas de férias até ao fim do mês!
- Então o que é que te deu para apareceres aqui, sabendo que eu não estava?
Voltou a responder na maior das calmas:
- Eu vim porque sabia que te ia encontrar!
Mudo, abri a porta e calado a fechei! Quem o avisou? Divinal!
A Joana adorou a “estória” e prometeu guardá-la no rol das já muitas que a família Solnado nos tem vindo a legar.

3 de Julho de 2009

Alexandra Solnado - O céu responde

Algumas pessoas saberão que Alexandra Solnado, diz, falar com Jesus Cristo.
Sei bem que é um tema polémico, logo susceptível das opiniões mais diversas.
Chamem-lhe os nomes que quiserem e sejam quais forem as razões que nos levam a acreditar ou não, eu abstenho-me de dar opinião pelas seguintes razões:
1º Quando nos acontece algo de estranho e inexplicável e não temos testemunhas para o certificar, pensamos logo que ninguém nos vai acreditar.
2º Não preciso de ver para crer.
3º Dou sempre o benefício de dúvida a toda a gente.
4º Não sou ateu mas respeito muito quem o é.
Alexandra Solnado, diz que viu Jesus Cristo pela primeira vez em 28 de Março de 2002. A partir daí começou a escrever as mensagens que Ele lhe passou a ditar. Desde então a sua vida transformou-se e a espiritualidade instalou-se na sua existência.

Raul, seu pai, disse-me um dia acreditar piamente na versão da filha, já que ele próprio, numa debilitada fase de saúde, se sentiu inundado por uma força estranha que o terá feito reerguer e voltar à vida. Não interessa se foi por muito ou pouco tempo, mas a verdade é que ele despertou da letargia que o já consumia.
Acreditem ou não, porque há coisas do diabo.

Alexandra, vai intercedendo cá pelo rapaz que começa já a sentir o peso que o Outono da vida nos aporta!

1 de Julho de 2009

O Mártir


A arte é uma coisa muito subjectiva. Muitos de nós só sabemos se gostamos ou não. Agora, se é boa ou má, venham os entendidos e abram-se as milionárias bolsas.
Não sou conhecedor profundo, apenas curioso. E quando a curiosidade me leva a olhar pinceladas do meu sangue, fico embevecido e com vontade de mostrar esta tela que vi nascer. Ambos os intervenientes são meus filhos.
O modelo é o Gonçalo e o pintor é o Bruno. Ao mártir e ao artista, a alegria de me sentir melhor.
Aqui fica então o último quadro do Bruno, a perpetuar os laços que a distância não consegue separar.

Parabéns Bruno! Gosto muito!

29 de Junho de 2009

MAU TEMPO NO ANAL - André Moa



Nem o etéreo Nemésio discordará de Moa, nem o semi-plágio do título se refere ao mesmo canal. É o jogo das palavras, aqui muito bem explanado, baseado num grave problema de saúde do autor. Uma lição de optimismo e amor à vida
André Moa, poeta, escritor, advogado, irmão de coração do nosso amigo, Osvaldo.
Do seu último livro MAU TEMPO NO ANAL, retirei alguns excertos que a seguir transcrevo.

As guerras do Senhor Recto e da Dona Próstata

… Há quem se preocupe em vida com a sua morte, com os detalhes do seu funeral.
Há quem adquira, ainda vivinha da costa, o caixão e o guarde debaixo da cama ou atrás da porta.
Há quem deixe, como manifestação de última vontade, ordens e regras sobre o seu próprio féretro.
… Era o que faltava pretender impor as minhas ideias mesmo depois de morto.
Concedo a quem quiser fazer o frete de tratar do meu funeral, inteira liberdade de decisão. Tanto me faz ir de burro como de cavalo, vestido ou nu. Tanto me faz apodrecer numa valeta como num mausoléu. É-me indiferente, depois de morto tudo me é indiferente, ser enterrado ou cremado, que façam de mim uma múmia ou espalhem as minhas cinzas num roseiral ou numa estrumeira. Quero lá saber de missa presente ou padre ausente. Isso fica a cargo e a gosto de quem ficar com a incumbência de me remover.
É isso que desejo que de mim façam na hora de se desfazerem de mim. O que bem lhes apetecer. Quero lá saber, já estarei morto.
Como sou delicado e de orelha murcha, não me dêem ouvidos e façam de mim, livremente o que quiserem, o que vos der na real gana, o que em consciência vos aprouver.
O que eu verdadeiramente desejava, era não morrer nunca.
… Vamos à vida, que a morte é certa!

27 de Junho de 2009

Conversa com Deus




Homem: Deus?
Deus:
Sim?
Homem:
Posso perguntar-te uma coisa?
Deus:
Claro!
Homem:
O que é para ti um milhão de anos?
Deus:
Um segundo!
Homem:
E um milhão de Euros?
Deus:
Um cêntimo!
Homem:
Deus, podes dar-me o teu cêntimo?
Deus: … Espera um segundo …

25 de Junho de 2009

João Salgueiro - a clarividência!


Esta noite, no jantar do encerramento do Ciclo de Conferências da Caixa Geral de Depósitos, o antigo Ministro das Finanças Dr. João Salgueiro, falou e arrasou.
Não esperava nem sabia da sua eloquência dialéctica. Fiquei francamente surpreendido com esta ilustre personagem que julgava obscura, cinzenta, ininteligível, caduca.
João Salgueiro é um homem debruçado na janela da crise. Foram noventa minutos de explicações concisas, reais, directas. A crise bateu no fundo e a retoma ficou no ar.
João Salgueiro é uma voz à qual passarei a estar atento!
Assim a crise o permita!

22 de Junho de 2009

Correcto e Justo


Dois advogados encontram-se no parque de estacionamento de um Motel e reparam que cada um está com a mulher do outro. Após alguns segundos de perplexidade, um diz ao outro, em tom solene e respeitoso:
-"Caro colega, creio que o correcto seria que a minha mulher viesse comigo no meu carro, e a sua mulher voltasse com V. Excelência".

Responde o outro: -

"Caríssimo colega, isso seria o correcto, mas não seria o justo, tendo em consideração que V. Excelência está a sair e eu ainda estou a chegar."

20 de Junho de 2009

C'est en Septembre!


Osvaldo dixit!!!

O lado bom dos sentimentos é que não vê raça nem cor...
E quando o homem tem sentimentos de amizade, os amigos são todos aqueles em quem os sentimentos são recíprocos.
A amizade, como todos os outros sentimentos, não são negociáveis, não se emprestam, não se compram e nem se vendem. Quando são verdadeiros é com naturalidade que se dão e nada melhor que dar e receber uma verdadeira amizade, porque é de lá que parte o pilar principal que segura todas as vigas da vida...
Acredita caro Kim, que foi assim que aprendi a te conhecer.
Ah! A Laura está linda !

... Ainda iremos todos ao Moinho das Poldras passar um belo fim de semana, visitar o Jardim da Dona Rosa e fazer um pic-nic à sombra dos amieiros do Távora. Viajaremos pelas vinhas e caves do Douro e no final do dia comeremos um bacalhau na telha com migas no Tábua d'Aço, e acabaremos a noite no Quelha-Funda...

Um abraço, amigo Kim!
Osvaldo

17 de Junho de 2009

Rolls Royce - não é o meu carro




Se eu fosse rico não seria certamente o meu carro de eleição. A exorbitância do preço e a ostentação de riqueza conjugam-se na perfeição para para provocar os que nada têm.
Há pouco mais de um ano, fotografei-o no Museu Automóvel de Mulhouse, na região francesa da Alsácia, numa perspectiva pouco conhecida do público.
Aqui fica o registo.


Rolls-Royce, o carro mais cobiçado do mundo, surgiu da união entre o mecânico Henry Royce e o aristocrata Charles Stewart Roll, vendedor de automóveis. Henry projectou um carro revolucionário e convenceu Charles a conhecê-lo.
Era Maio de 1904. Na oficina de Henry, Charles não gostou do motor de 2 cilindros até perceber que o carro era silencioso. Depois de um passeio, Charles fez a proposta: criaram a Rolls-Royce, assegurando o direito de exclusividade na venda de toda a produção. A parceria durou 6 anos. Charles morreu num acidente de avião em 1910. Depois da morte de Henry, em 1933, a plaqueta com as letras RR que identifica a marca passou a ter fundo preto, em vez do vermelho original.
A estatueta, A Dama Voadora, que fica na frente do carro, foi criada em 1910 pelo escultor inglês Charles Sykes

16 de Junho de 2009

Avé César!


Júlio!

Não é por acaso que aqui e ali nos vamos encontrando para dois dedos de conversa, mastigados com uma mão cheia de sardinhas, regados com casta alentejana, no durante e seiva das terras altas, no depois. É só para saciar os costumes.
As confidências são mais que muitas, já que as quatro décadas de amizade, isso permitem.
Vão longe os tempos dos sonhos que concretizámos então. Tu, no filme dos sonhos. Eu, na plateia da vida.

Às vezes - sonho em segredo e atravesso montanhas em busca do arco-íris que sei existir. E lá no meio do nada, encontro uma rodada de amigos que sei me querem bem. E tu estás sempre lá mesmo quando de dedo em riste e resmungão, tropeças nas minhas loucuras de fantasia e entrega.
E sabes que quando eu gosto de alguém, gosto mesmo, com todos os defeitos e virtudes. Por isso as minhas paixões são eternas.
Alentejano de cepa, gosto de ti, porra! Muito mais que dum pastel de nata!

Parabéns amigo, pelos aniversários que a vida nos vai dando!

12 de Junho de 2009

Uma é loira, outra é morena!

Foi ontem!


Lá, onde quase nasceu Portugal, reguei o olhar com cores de verde tinto!


Quando o virtual deixa de o ser, as imagens cinzentas transformam-se numa panóplia de tons variegados e a descoberta acontece. Do repasto nada digo. Saboreio ainda a mescla duma feijoada de marisco e dum caril de galinha com cheirinho a África. Do leite creme feito expressamente a pensar em mim, apenas digo que me excedi um pouco. Divinal!


Até já miúdas. Encontrar-vos-ei por aí, ao virar duma página no livro do mundo.


Parisiense e Laura. Uma é loira, outra é morena. E são dois amores.


Adorei!

9 de Junho de 2009

Começar de novo!

Faz hoje um ano!


Há 365 dias estive mais perto do outro lado da existência. O da in! O do fim!


Assim, em vez de lamentar o acidente desse fatídico dia, congratulo-me com mais uma oportunidade que Alguém me deu para voltar a viver.


Tenho algumas dúvidas que eu mereça essa benesse, mas admitindo que sim, brindo aos que me acompanharam nesses dias tão obscuros (JC, Marcelo, Bicho, e XL) e aos que comigo estiveram em pensamento.


Às vezes – sei que tenho amigos!


Brindo ainda ao grande Marcelo que hoje faz anos! Parabéns amigo!


7 de Junho de 2009

Consultório Sentimental

Caro Kim

Espero que possa ajudar-me.

Há dias peguei no meu carro e saí para trabalhar, deixando o meu marido em casa vendo televisão, como sempre. Andei pouco mais de dois quilómetros quando o motor se foi abaixo e o carro parou. Voltei para casa para pedir ajuda ao meu marido.
Quando cheguei, nem pude acreditar, ele estava no quarto com a filha da vizinha.
Eu tenho 32 anos, meu marido 34, e a garota 22.
Estamos casados há 10 anos, ele confessou que eles estavam tendo um caso
há 6 meses.
Eu amo-o muito e estou desesperada.
Você pode me ajudar?

Antecipadamente grata.

Patrícia

RESPOSTA

Cara Patrícia

Quando um carro pára, depois de haver percorrido uma pequena distância,
isso pode ter ocorrido devido a uma série de factores.
Comece por verificar se tem gasolina no tanque.

Depois aconselho-a a chamar a "Assistência em Viagem JRom".
Enquanto aguarda a chegada deste veja se o filtro de gasolina não está entupido.
Verifique também se tem algum problema com a injecção electrónica.
Se nada disso resolver o problema, pode ser que a própria bomba de
gasolina esteja com defeito, não proporcionando quantidade ou pressão
suficiente nos injectores.

Sabe que há homens que precisam constantemente de mudar o óleo e há mulheres que usam o óleo errado.

Espero ter ajudado.

Kim

5 de Junho de 2009

Marinho Pinto à Presidência

Às Vezes Fim de Semana - dá a tribuna ao leitor


Do meu amigo Seve, com quem tantas vezes estou em desacordo (não é hoje o caso) recebi o seguinte desabafo:



- Quando Fidel Castro fez a revolução os primeiros que despachou para MIAMI foram os médicos e os advogados e como isso lhe tem custado bem caro....

É que esta elite é uma autêntica máfia!

Veja-se como eles reagem aos seu bastonário, um homem que apenas parece querer a verdade!
Pois eles, os homens que deveriam defender a verdade querem abatê-lo a todo o custo É tal a incomodidade que ele lhes causa, é tal o perigo que vêem no homem que apenas quer repor uma situação de justiça e verdade que andam completamente doidos em trucidar um homem que finalmente surge a dizer a verdade e a actuar como um JUSTO, aqui d'el Rei que ele quer destruir-nos a quinta, quer acabar com as autênticas vergonhas.

As elites desses grandes escritórios de advogados (Júdices/Marcelos Rebelos de Sousas/ etc etc.); médicos (Lobos Antunes e quejandos......)


MARINHO PINTO a PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JÁ!

Agora digo eu:
- Seve, porque não crias um blog que lute ontra as injustiças deste mundo?
A razão está quase sempre dos dois lados. Eu que sou um ateu político, já ouvi dizer que Marinho Pinto defende uma transparência que nunca cumpriu. Será?
Cada cabeça, cada sentença!

3 de Junho de 2009

Kidzânia - O Reino das Crianças







No Reino da Kidzânia não há princesas nem castelos!

E o sonho começa com a entrada numa sala de aeroporto e depois parte-se à busca do mundo que se julga melhor – o dos homens.
Lá dentro são distribuídos a cada criança 50 kids (moeda corrente da Kidzânia). Com esse dinheiro, podem fazer o que quiserem e lhes apetecer. Só que tudo tem limite e quando o dinheiro se acaba é preciso arranjar mais para continuar a sonhar naquele reino.
Para isso é preciso trabalhar e isso passa por várias escolhas. Pode-se fazê-lo no Quartel dos Bombeiros, no Hospital, nos Correios, no McDonalds, no Talho, na Peixaria, na Televisão, enfim num ror de possíveis empregos. É que dentro deste espaço de 6.500 m2, há quase tudo, desde os já enumerados até um estádio de futebol e uma pista de Fórmula 1.
Resumindo, uma criança tanto pode tirar a carta de condução para depois poder guiar um bólide, como entrar num estúdio de televisão a sério, neste caso da Sic, e aí poder fazer entrevistas, cantar, dançar, fazer o eu lhe apetecer. Tudo isto presenciado logo ali ao lado pelos pais ou acompanhantes.
Podem inclusivamente confeccionar a sua própria comida. Um mini mercado à sua altura está provido daquilo que nestas ocasiões eles devoram. É à vontade do freguês e da barriga. E de várias horas até o cansaço vencer.
Poderá parecer mais um pecado do mundo capitalista, mas é certamente um desafio e uma aprendizagem interessante e desconhecida de qualquer traquinas.
Centro Comercial Dolce Vita- Amadora. Crianças 18 € - Adultos 15 €
Inaugurou ontem e por momentos sonhei brincar também.
Ao Grupo Chamartin e à Parson Finch, obrigado pelo convite e pelo requinte do beberete e das iguarias ali servidas.
No Reino da Kidzânia não há princesas nem castelos! Há sonhos de criança!

1 de Junho de 2009

Kama Sutra - para católicos!


Eis que um padre dos tempos modernos põe o dedo na ferida dum tabu - o sexo!
É claro que o sexo já não tem tabus, mas que os há, há.
A hebdomadária revista do Correio da Manhã de ontem, transcreve o desassombro do padre polaco Ksawery Knotz, num livro agora publicado a que deu o nome de "O Sexo que Desconhece".
Destaco algumas passagens
- Quando as pessoas ouvem falar do carácter sagrado do sexo dentro do casamento pensam imediatamente que é desprovido de prazer, de fantasmas e de posições atractivas. Pensam que deve ser tão triste com entoar um cântico religioso. Mas cada acto, cada carícia, cada posição sexual visando o prazer é permitida e agrada a Deus.
- O sexo oral e a masturbação são só sucedâneos da profunda união espiritual.
- Quem quiser ser mais progressista e ilimitado, que use os buracos do nariz e das orelhas.
- Cada posição sexual agrada a Deus.
- Construir laços pela via da vida sexual é muito mais fascinante do que a pornografia.
- A ética da Igreja diz aos casais: procurem relações sexuais completas; não as descuidem.
Finalmente, o Padre Knotz comparou um orgasmo a “um encontro com Deus no Céu”.
O Bispo de Viseu D. Ilídio Leandro, sobre esta entrevista comentou:
- Fundamentalmente estou de acordo com este autor e ele transmite o pensamento da Igreja. A linguagem do autor, embora especial, é muito correcta e muito bela.

E agora digo eu:
- Este seria o tipo de padre que eu teria sido se … ainda fosse padre!

31 de Maio de 2009

Vai um jorro?


E para desanuviar um pouco, aqui ficam duas coisas maravilhosas e puras.

Uma criança e um jorro de água!

Refresquem-se!

29 de Maio de 2009

A Travessa - do Henrique

Foi há poucas horas.
Henrique Antunes Ferreira deu uma conferência sobre o seu livro Morte na Picada.
O tema gira à volta da guerra colonial e retrata as misérias vividas por ele enquanto militar, num misto de realidade e ficção, algures em Angola.
Não o conhecia pessoalmente, mas daquilo que tenho vindo a descobrir no seu blog há vários meses, este correspondeu na integra à ideia que dele já tinha.
Ao primeiro olhar entre nós exclamou: – És o Kim! Na mouche!
Senhor duma vasta cultura e forte personalidade é também um líder nato, bon vivant, irónico e com laivos de político já que os seus dotes oratórios são mais que muitos.
O Ferreira que hoje descobri não é fácil. Sente-se-lhe no olhar, na dissertação e no coração ao pé da boca, que está ali para as curvas, enquanto respirar.
Este velho lobo das letras, é a picada duma vida saltitada entre o poder e a descoberta.
Da Morte na Picada, tomar-lhe-ei o pulso quando ler o livro que hoje adquiri.
Ali ao meu lado estava a Maria dos Alcatruzes e o João mas o tempo foi pouco para falar das saudades que a Petite Marie, vai desenterrando do baú das suas memórias.

Quanto à Travessa, atravessa-se ou não!
Gostei de conhecer-te Henrique!

27 de Maio de 2009

A Língua Portuguesa


Popularmente diz-se: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro.'
O correcto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.

''Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.''
O correcto é: 'Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

'Cor de burro quando foge.'
O correcto é: 'Corro de burro quando foge!

'Outro, que todos dizem de uma maneira errada:
'Quem tem boca vai a Roma!
'O correcto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar)'

Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correcto é: 'Esculpido em Carrara .' (tipo de mármore)Mais um famoso...:

'Quem não tem cão, caça com gato.'O correcto é: 'Quem não tem cão, caça como gato'... ou seja, sozinho!

Dizias correctamente algum desses ditados?

25 de Maio de 2009

Que filhos para o nosso planeta?

video

Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta...

(Autor desconhecido.)

23 de Maio de 2009

João Bénard da Costa - conhece Deus

Desapareceu esta figura impar da cultura portuguesa, após três quartos de século duma vida tão cultural e politicamente preenchida.
Lidei com ele em 1970/71 na Revista O Tempo e o Modo, que fundou juntamente com Alçada Batista.

Algumas vezes lhe salvei a pele avisando-o que a PIDE ali se encontrava para o inquirir na qualidade de director da mesma. O seu ar lunático fazia adivinhar que ali se encontrava um pilar de cultura ambulante. Parece-me ainda que sempre o conheci com o mesmo aspecto que teve até agora.
O Dr. Bénard, como eu lhe chamava, teve sempre aquela barbicha e julgo mesmo que já terá nascido com ela.
Era a pessoa mais distraída do mundo e não era muito difícil vê-lo chegar ao escritório com um sapato de cada cor.
Tinha duas grandes paixões: o cinema e o cinema! A ele dedicou toda a sua vida, na Fundação Gulbenkian e na Cinemateca, nas quais foi director quase eterno.
Amiúde respondia com citações de Proust. Dizia que tudo o que havia para aprender se aprendia com Proust.
Do seu círculo de grandes amizades faziam então parte, além de Alçada Batista - pessoa maravilhosa, também Pedro Tamen - com quem pouco lidei, Nuno Bragança – que me ajudou em Paris e Alberto Vaz da Silva – meu grande mentor amigo e pai do recentemente desaparecido Salvador Vaz da Silva (o Cavaleiro Monge)
Não me interessa aqui dizer que foi um grande lutador anti-regime, mas sim lembrar esta figura que me pareceu sempre um homem não deste mundo.
Falei com ele pela última vez, no funeral da também ela directora da mesma revista, Helena Vaz da Silva e já parecia nem se lembrar de mim.
Perguntaram-lhe um dia qual era a sua maior esperança para o futuro e respondeu:
- Conhecer Deus!
Foi feita a sua vontade!

22 de Maio de 2009

À vossa saúde!


Foram muitos os telefonemas, os mails, os comentários.

Há muito tempo que não me sentia tão lembrado.

Obrigado a todos os que aqui me deixaram uma palavra amiga.

Às vezes - é possivel beber um copo à saúde dos amigos, mesmo que eles não estejam por perto.

Cá vai mais um copo!

20 de Maio de 2009

Às vezes - muitas vezes


Às vezes - o nascer dum novo dia traz-nos a calmaria que o corpo reclama e a mente anseia.
Às vezes - no horizonte está a esperança, o alívio e o repouso.
Às vezes - corro atrás do arco-íris em busca do pote da juventude.
Às vezes - sonho a vida como se eterno fosse
Às vezes - quero ter milhões de amigos.
Às vezes - preciso de mim e não me encontro.
Às vezes - nem sei de mim.
Às vezes - muitas vezes, sou menino.
Às vezes - tantas vezes, sou feliz.

18 de Maio de 2009

Castelo de Mértola - pedras para que vos quero!



Há coisas neste país que me deixam K.O.
Vejam bem que no século XXI ainda se cometem atrocidades deste quilate.
Como é possivel, a autarquia da Vila de Mértola, mandar emoldurar o seu altaneiro castelo mesclando degraus de pedra ancestral com modernos blocos de mármore que talvez nem de Borba sejam.
Se D. Dinis, que reconstruiu este castelo cá voltasse, perante tal desaforo poria as mãos aos céus e clamaria por novo Milagre das Rosas.
Sabendo que todas as Câmaras são peritas em implicar, às vezes, apenas com uma torta parede do casebre dum qualquer pobre cidadão, muito me admira que este atentado esteja a ser cometido à frente do nosso olhar.
Subir degraus de mámore, talhados em pedra dura, convertem ao catolicismo qualquer hesitante sarraceno.
Pai, perdoai-lhes que não sabem o que fazem!

15 de Maio de 2009

Boby - leitura da sentença!

Finalmente chegou ao fim o caso do "Julgamento do Cão Boby"

Da "estória" que aqui postei em 5 de Dezembro de 2008, a juíza decidiu e leu a sentença:

- Noventa dias de prisão, remíveis a cinco euros por dia
- Dois anos de pena suspensa
- Pagar mil e quinhentos euros ao ofendido
- Pagamento das custas do processo

Pena muito leve, para quem merecia muito mais!
Quando não funciona a justiça dos cães, funciona a dos homens - às vezes!

13 de Maio de 2009

Futebol Clube do Porto - Dragão Kom(m)odo

Bem gostaria de vestir este post de vermelho, mas quando o céu é azul e os Deuses sopram mais a Norte, só há que dobrar o orgulho e laurear os já veteranos vencedores da prova mais cobiçada do futebol português.
Às vezes - como qualquer mortal, dou por mim a desejar a derrota dos meus adversários e seria hipócrita se o não dissesse. É que, quando se tem a certeza do nosso valor e organização, não há que temer nem desejar a derrota dos outros, pois a nossa vitória, só por si, já chega. Mas não é isso que tem acontecido. Agora só tenho de reconhecer o bom futebol que o FCP exibiu ao longo de todo o campeonato, aquém e além fronteiras e a raça com que o fez.
Pessoalmente não gosto de Pinto da Costa, quer pela sua arrogância quer pelo ódio que tem sabido gerar entre os clubes rivais Já como PRESIDENTE, admiro-o imenso!
De igual modo não morro de amores por Filipe Vieira, que lhe segue as pisadas, qual semeador de tempestades.
Neste momento o único presidente com classe é Soares Franco, mas já se viu que não basta ter classe, é preciso muito mais que isso.
Fica bem assim a classificação. O Benfica não mereceu mais que isto.
Não me interessa aqui carpir os erros dos árbitros e seus quejandos, porque isso acontece, umas vezes para um lado, outras para outro.
Às vezes – a diferença não está nos jogadores nem nos treinadores, mas sim nos dirigentes.
Parabéns ao Futebol Clube do Porto!
Como benfiquista, vou pedir desculpa a mim mesmo e ao meu filhote Luís por este elogio a um dos nossos rivais e repisar numa frase já tão gasta:
- Pró ano é que é!

12 de Maio de 2009

José Carlos - Parabéns velho leão

José Carlos, juntamente com seu irmão Tito, treina actualmente as camadas jovens do velhinho Atlético Clube de Portugal

Nasceu em Lisboa, a 12 de Maio de 1968

Parabéns Zé por mais uma ano que passa.
És ainda um jovem e tens muito para dar à vida.
O José Carlos é um homem de sorte! Foi jogador profissional de futebol e no seu tempo (recente) o Estrela da Amadora, lá ia pagando os ordenados. Com atraso, mas pagava.
Infelizmente os conturbados caminhos do futebol levam a becos sem saída, quem quer dar um passo maior que a perna. Vive-se acima das possibilidades. Paga-se o que se não pode. Depois, é o que todos sabemos.
Ai Zé, meu eterno rival, filho da velha glória sportinguista, Marinho, gosto de falar de bola contigo.
Parabéns pelo teu segundo lugar deste ano. Ficas a dever-me uma sardinhada.
O José Carlos, jogou no meu rival Sporting durante sete anos (1980-1987). Depois mais sete no Estoril e mais sete no Estrela da Amadora.
O destino tem destas coisas - o meu último jogo de futebol aconteceu há um ano no relvado secundário do Estádio Nacional e nesse jogo marquei dois golos, sendo que um deles foi a passe do Zé e outro a passe do meu filho Luis, que pela primeira vez jogou a meu lado. Foi o meu adeus ao futebol. Não te vou esquecer!
Na foto, em recente entrevista ao Jornal A Bola.
JOSÉ CARLOS Santos Mateus
Defesa Direito/Médio
1980/87 - Sporting
1987/95 - Estoril
1995/02 - Estrela da Amadora
2002/04 - Torreense

10 de Maio de 2009

Joaquim Agostinho - Um fenómeno


Desapareceu há um quarto de século o maior ciclista português de todos os tempos.
Atleta duma pujança invulgar, começou a correr já tarde, aos vinte e cinco anos e fê-lo até aos quarenta e um, data da sua morte, quando um cão se meteu à frente da sua bicicleta provocando-lhe a queda que o viria a fazer sucumbir.
Ao homem e ao sportinguista, meu homónimo Joaquim, a homenagem dum admirador convicto, que sempre ignorou as rivalidades clubistas em prol de tão grande atleta.
Grande Joaquim! Grande campeão! Do mundo!

7 de Maio de 2009

Chegou o Bruno

Chegou!
E torna-se mais difícil dizer o que quer que seja.
Os abraços acontecem e desbravam-se os dias sem mim.
As pinturas ficaram em repouso e trocam-se então os pincéis pela sofreguidão dos petiscos que já quase esquecemos.
Hoje o mundo está mais perto e lá como cá, tudo existe, mas cerejas em Dezembro e sardinhas em Janeiro, só alimentam a fúria do desejo.
E quando os oceanos nos separam, os abraços ficam preenchidos para as três semanas que se vão seguir.
Aqui, nesta ocidental praia lusitana até o vento cheira a saudade!
É bem mais fácil dizer:
- Chegou um dos meus filhotes e eu fico mais menino!

5 de Maio de 2009

Mario Quintana - Deficiências

Este fabuloso e humilde poeta brasileiro, lembrou-me estes simples mas verdadeiros pensamentos


DEFICIENTE - é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

LOUCO - é quem não procura ser feliz com o que possui.

CEGO - é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

SURDO - é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

MUDO - é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

PARALÍTICO - é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.

DIABÉTICO - é quem não consegue ser doce.

ANÃO - é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois - A amizade é um amor que nunca morre

3 de Maio de 2009

Não chorem meninas!


Às vezes perco-me por aí e descubro o que já sabia existir!

Às vezes os nossos passos não esbarram em preconceitos nem em escalas hierárquicas!

Às vezes acontece ir contente e vir feliz!

Às vezes as lágrimas secam-se com a brisa do mar!

À Dolce Laura, tão "sui generis" e à Lisa B, o flash duma tarde a transbordar de calores!

30 de Abril de 2009

Da janela do meu quarto

Portas de Benfica

Santa Cruz de Benfica e Monsanto

Bº das Pedralvas - Benfica

Vejo a luz ... das Portas de Benfica, de Santa Cruz de Benfica, de Monsanto e daquele ror de obras que giram à minha volta.
A CRIL está em franco desenvolvimento e a cada dia que passa a obra avança.
Nota-se! Sente-se! Vê-se!
A poeira assentou, o barulho das máquinas acalmou e a zona pedonal desapareceu.
Mais do que o que se possa dizer, as imagens falam por si!
Da janela do meu quarto ... vejo a luz do quarto delas!

29 de Abril de 2009

Reencontro em Beja




Era dia 25 de Abril de 2009.
O sonho de ver a homenagem ao meu amigo Júlio Amaro havia-se gorado.
Senti então saudade dalguém, por sinal com nome parecido (José Amaro) há muito a morar no cemitério de Beja e para lá rumei.
A última lembrança que dele tinha era a de um quase alvo ataúde, onde uma pequena janela de vidro deixava ver-lhe o rosto já despido do seu tão quente e enigmático sorriso.
Haviam passado vinte e cinco anos que ali me despedira do meu amigo, deixando-o ladeado por esguios ciprestes, abandonado no frio mármore da tumba.
E nunca mais voltei!

Como que por magia os meus passos dirigiram-se directamente para onde o instinto me levava.
E ali estava o meu amigo Martin, como eu lhe chamava, e Zeca, como outros o conheciam. Um frémito de emoção abanou meio século de vida.
Por momentos recuei aos nossos tempos em Paris, onde ele já vivia quando ali cheguei no final da década de sessenta.
Irmão que não tive e cúmplice do desenrasca era o que estava ali à minha frente. Não mais nos fizemos passar por irmãos nem mais partilhámos divididos corações de lindas donzelas. Alain e Martin eram uno!
Martin partiu cedo, aos trinta e três anos. Um tumor cerebral interrompeu-lhe os sonhos e empurrou para a loucura os pais dum filho só.

Mário e Isilda, seus pais, abandonaram Paris e compraram um pequeno apartamento quase em frente ao cemitério de Beja e nunca mais viveram.
Entrelaçada entre o ferro e o vidro do jazigo, deixei a saudade dum rosa com espinhos.
Voltarei!
À bientôt mon ami!

26 de Abril de 2009

Homenagem adiada


Era um dia de homenagem a Júlio Amaro.

A edilidade de Portimão não conseguiu terminar a tempo o monumento desenhado por Júlio Amaro.
Ficou também por inaugurar a rua com o seu nome. Não fazia sentido inaugurar uma coisa sem a outra.
Era a homenagem da cidade àquele que, no último terço da sua vida, tanto elevou o seu nome.
Era, mas não foi!
Em data a marcar, encontrar-se-á novo dia para a justa homenagem.

Deixa lá Júlio - já estavas habituado!

24 de Abril de 2009

Há coisas do catano



Como dizia o meu avô - há coisas do catano!

Tenho andado para aqui a falar de riqueza e do Homem mais rico da Babilónia e afinal ontem já fui rico. Até parece que os posts anteriores chamaram a riqueza, mas logo a seguir vem a realidade.

Pois bem, como se pode verificar pelo extrato anexo, o meu banco movimentou na minha conta a quantia de mais de SETE MILHÕES DE EUROS. Claro que se tratou dum "pequenito" engano, mas fiquei a pensar que às vezes há coincidências do catano. É que sete milhões e trezentos mil euros, são exactamente 10% do fabuloso prémio do Euromilhões desta semana.
Se a vida não fosse feita de sonhos estaria agora a matutar o cerebelo, por via da tal dízima que deviamos poupar.
Afinal o autor do Homem mais rico da Babilónia tinha razão!
Os 10% já eu cá tinha. Só faltava o resto!
Que pena o Banco ter-se enganado!

23 de Abril de 2009

Carta Aberta ao XL

A propósito dos comentários ao HOMEM MAIS RICO DA BABILÓNIA

Meu querido XL!

Este é um tema que podemos debater um dia destes.
Sabes bem que sou apolítico e não pretendo endireitar o mundo, mas também sabes que sou uma tentativa de Salomão com salpicos de sonhador.
Gosto de falar contigo sobre estas coisas. Dás luta e não te chateias.
E desses milhões de pobres que falas, quantos deles gastam dinheiro em inutilidades e vícios, faltando depois para os bens essenciais?
Queres exemplos?
Dar-tos-ei quando a tua presença pairar neste reino pouco babilónico.
Também eu não sou lírico, nem acredito em livros que ensinam a fazer fortuna.
O que acredito é que se fossemos suficientemente capazes de guardar um dízimo de tudo o que ganhamos, talvez déssemos razão ao autor do livro.
E não me perguntes pelos que vivem abaixo do limiar da pobreza, porque desses não fala o autor. Ele fala apenas dos pobres como tu e eu que ainda vamos tendo o suficiente para ziguezaguear a vida, passando por ela sem saber o que é efectivamente a pobreza.
Fazê-lo é uma questão. Ignorá-lo é outra!
Meu querido XL!
Gosto de ti, porque gosto! E porque não és pobre … de espírito!

22 de Abril de 2009

O homem mais rico da Babilónia

Quem quer ser bilionário?

Não era minha intenção intitular esta crónica com semelhante néon cinematográfico, mas quase sem querer a minha pena deslizou para tal título.
Passamos uma vida a ignorar as coisas simples e preocupamo-nos com coisas de somenos importância. Depois constatamos, já tarde, que o enriquecimento material podia ter-se projectado num reflexo espelhado daquilo que cada um tem no seu interior.
O Homem mais rico da Babilónia é um livro bem actual que toca o sentido despesista daqueles que julgam não haver amanhã.
Vale a pena lê-lo.
Lê-se numa tarde! É barato e dá milhões!

Às vezes - sinto-me o homem mais rico da Babilónia!

19 de Abril de 2009

Parabéns - Maria das Caldas




Três gerações (A Maria - o seu pai e a sua neta cantando os parabéns)


E Viva a Maria das Caldas!

Pois é meus amigos. Esta Maria (há mais Marias na terra) foi uma das primeiras comentadoras deste espaço. Vezes houve que se confundiam as Marias.
Problemas de saúde e paciência tê-la-ão empurrado para a pintura, sua grande paixão, já que no horizonte não se lhe conhecem outros vícios.
Almoçámos um dia em Lisboa, com um grupo de bloguistas e mais tarde fui visitá-la às Caldas da Rainha, aquando duma exposição de pintura colectiva.
A sua ausência é hoje aqui colmatada com um abraço e um beijinho de parabéns por mais um aniversário.

Ainda um dia reúno este pessoal e fazemos uma pintura colectiva!
Parabéns Maria! Pinta muito!

18 de Abril de 2009

A crise - o outro lado!


Um homem vivia à beira duma estrada e vendia cachorros quentes.
Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes. Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses, e o negócio prosperava. Os seus cachorros quentes eram os melhores em toda a região!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O menino cresceu e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:
- Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O mundo vai ter grandes problemas.
Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou: Bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais, vê televisão, acha isto, então só pode estar com a razão. Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e claro, pior) e começou a comprar salsichas mais baratas (que eram também as piores). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas essas providências, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola, faliu.
O pai, triste, então falou para o filho:
- Tinhas razão, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- Bendita a hora em que eu mandei o meu filho estudar economia, ele avisou-me da crise…!!!

Cada um tire as suas próprias conclusões!

15 de Abril de 2009

Dady - operado ao fémur

Com a camisola do Dady, até pareço um jogador de futebol


Como eu entendo esta lesão!
O meu amigo Dady, actualmente a jogar na Primeira Divisão da Liga Espanhola foi operado a um aneurismático quisto ósseo benigno no fémur.
Para além da época ter terminado para ele, tem agora pela frente uma recuperação de três meses.
O Dady é um jovem em extinção, homem de bom coração, profissional irrepreensível.
Iniciou-se nos escalões de formação do Futebol Benfica, passando depois para o Sporting, depois Estoril, Belenenses e agora Osasuna
Claro que o primeiro pensamento que tive quando soube da notícia, foi o facto de associar imediatamente esta operação àquela que eu fiz no verão passado, sendo que o meu osso foi substituído e o dele não. Sei bem o que penei e o que custou voltar a aprender a andar.
Depois, lembrei-me que joguei o meu último jogo de futebol, com a camisola que ele me tinha oferecido uns dias antes.
Depois, continuei a lembrar-me doutras coisas e percebi que eu era um homem feliz porque podia voltar a caminhar.
Depois, lembrei-me ainda dos que, não o podendo fazer, continuam a sonhar com a quimera de poder voltar a andar um dia.
Depois, acordei e … vi que era tudo verdade!

Dady disse-me isto há bem pouco tempo:

- O Sr Ribeiro vai comigo passar férias a Cabo Verde e não precisa de levar carteira.
Cabo Verde, um país que eu já conheço e ele faz questão de mostrar o que eu não vi.
Um gesto simples dum homem simples!
Fazem falta atletas como tu! Os relvados esperam-te Dady!

13 de Abril de 2009

A Histérica


Éramos quatro conhecidos.
Falávamos daquelas parvoíces que às vezes os homens falam e …
… às tantas diz assim um deles, o Fernando:
- É pá, pouco tempo depois de me casar ia tendo um grande problema porque uma prima da minha mulher não me largava a “labita”. Andava sempre atrás de mim e fazia-me olhinhos à descarada. Devia ser uma boa “deita” até porque a gaja era uma histérica do caraças. Mas como ela tinha dois filhos e eu tinha acabado de casar, lá me aguentei à bronca e fiz de conta que não percebia.
Meio boquiaberto e com ar de quem queria descobrir a pólvora, pergunta o Artur ao Fernando:
- Oh Senhor Fernando! Então explique-me lá, se ela era histérica como é que tinha dois filhos?
Éramos quatro conhecidos e estéril fiquei. De sorrisos!

10 de Abril de 2009

Parabéns David


Santa Maria da Feira veio a Lisboa!

O Rei David faz hoje 43 anos e ...
Saiu de casa com a mulher para ir beber uma bica e só parou em Lisboa.
Apenas um romântico faria uma coisa destas.
Bem, sendo assim, lá vamos nós amanhã matar saudades com uma sardinhada pela frente e ouvir os desabafos da minha querida Estrelinha (Isabel).
Ai David David, como brilha a tua Estrela!
Parabéns meu velho!

9 de Abril de 2009

Vous entrez en France


Um dia, a exemplos de outros dias, fui dar uma voltinha com uns amigos, por esses países fora.
Foi uma volta um pouco diferente das outras, porque estes amigos não eram de infância e também porque não havia a confiança e a proximidade que as amizades da puberdade sempre encerram. Mas lá que éramos amigos, isso éramos.
Durante a viagem, falámos de inumeráveis coisas que não era normal falar e numa delas eu explicava-lhes que a língua francesa era como todas as outras. Escrevia-se duma maneira e lia-se doutra. Dei-lhes alguns exemplos e um deles era o de que o Ó e U quando estão juntos, lê-se U, não OU.
Então, muitos quilómetros depois, já não sei a que propósito e já perto de terras de França, um dos meus compagnons de route resolve fazer alarde das suas capacidades de viajante e sai-se com esta:
- Quando eu era mais novo fui a França!
Sabendo que isso era mentira, provoquei-o dizendo-lhe:
- Então sabes algumas palavras francesas?
- Sim, sei algumas coisas de francês! Respondeu ele um pouco hesitante.
Palavras não eram ditas quando no chão e numa placa da estrada aparece escrita a seguinte frase – VOUS ENTREZ EN FRANCE.
Resta acrescentar que este amigo é natural dum zona do país (desculpem-me os que de lá são – allô Laurinha) onde é normal trocar o V pelo B.
Então perguntei-lhe se ele sabia o que queria dizer aquela placa. Lembrando-se do exemplo que eu lhe dera, começa a franzir o sobrolho e deve ter pensado assim. - Se nesta palavra, VOUS, o Ò e o U, se lê U, então VOUS lê-se VUS.
Balbuciando começa então com monossilábicas:
- VUS … VUS … VUS …
- Então o que quer dizer a placa? Insisti eu.
- Bem! VUS, VUS, quer dizer que aquela faixa é para os autocarros (BUS).
Subitamente deu-me uma BONTADE enorme de gargalhar!

6 de Abril de 2009

Questão de vírgulas


Alguém me perguntou onde colocaria eu a vírgula, na seguinte frase


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE GATAS À SUA PROCURA.

Se colocou a vírgula depois de MULHER, é tendencialmente uma mulher. Se colocou a vírgula depois de TEM, é tendencialmente um homem.

Eu juro que coloquei a vírgula depois de MULHER

A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere. Não espere.
Ela pode fazer desaparecer o seu dinheiro.23,4 . 2,34
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado. Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto. Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião!
Não queremos saber. Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.


4 de Abril de 2009

Júlio Amaro - ele ia gostar ...


… de saber que a Câmara Municipal de Portimão decidiu atribuir o nome de “Júlio Amaro” (pintor) a uma rua da cidade.
… de saber que a mesma Câmara, vai inaugurar um monumento que ele desenhou.
… de saber que está no horizonte, uma estátua em sua memória
… de saber que estes eventos vão acontecer no próximo dia 25 de Abril.
… de saber que os amigos (neste caso J.C.) retocam as suas fotos, com sabor a aguarela.
… de saber que nesse dia lá estaremos, na primeira fila!
Vais gostar de nos sentir!
Até já, Júlio Amaro!

2 de Abril de 2009

Lingua Portuguesa - a fértil


Este texto é dos melhores registos de língua portuguesa que eu tenho lido sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira.

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Oiça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa? O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':
- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic)pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!!

31 de Março de 2009

Magia em Paris

Ele, era um já vivido quarentão. Eu, um miúdo acabado de entrar na vintena de anos.
Júlio Amaro era o homem feito. Kim, o homem por fazer.
As multifacetadas virtudes do Amaro permitiam-lhe, à vez, saltar duma pincelada de aguarela para o voo rasante do insólito. Amaro era mestre na arte da pintura, sábio no que reclamava da vida e mago aspirante a Houdini.
Atendendo a estes predicados, aqui vos deixo uma pequena “estória”.

Amaro tinha sido desafiado para trabalhar nas Editions Vaillant, em Paris, para desenhar aquelas “estórias aos quadradinhos” que fazem o deleite da criançada e não só.
Como eu conhecia razoavelmente bem Paris, acompanhei-o nessa aventura, de modo a minimizar os efeitos da língua e costumes, nos seus primeiros tempos na cidade luz.
Assim, um dia chegámos ao hotel algo cansados e enquanto Amaro ficou a esfumaçar no vaivém da largura do quarto, eu espojei-me ao comprido na cama que tinha mais à mão e depressa adormeci.
Amaro ficou a sorver cigarro após cigarro, rodopiando para trás e para a frente mergulhado em pensamentos mil. De repente, a luz do tecto apagou-se. Olhou para cima e cofiando a barba de dias ali fica especado a tentar entender o sucedido. Afasta-se um pouco e a luz acende-se. Estica a mão para o interruptor e a luz apaga-se. Amaro estava atónito. Não entendia. Ali ficou vários minutos gesticulando passes de mágica que ora iluminavam o quarto ora o escureciam.
Querendo partilhar tal bruxaria comigo, acorda-me e diz-me:
- Kim, vê bem este meu número de magia que nunca te fiz!
E esticando o braço para a lâmpada profere a palavra mágica: - Acende-te! E a luz acendeu-se. - Apaga-te! E a luz apagou-se. Repetiu, uma, duas, três, milhentas vezes.
Eu comecei a ficar aterrado com tamanhos truques do Demo e implorei-lhe:
- Amaro, não faças isso! Com essas coisas não se brinca! Estás a meter-me medo!
Ele sorria e continuava na dança do acende e apaga e quanto mais medo eu tinha mais ele se deleitava e vangloriava seus tamanhos poderes.
Assim ficámos algum tempo, até que … eu não podia mais.
Comecei a rir, rir, rir e rebolando na cama caí na carpete. Levantei o braço e mostrei-lhe o interruptor que segurava na mão. Era eu que apagava e acendia a luz, julgando ele que eu estava a dormir.

Meu Deus, acabara de humilhar o grande mágico.

Olhou-me com olhos de quem não existe, acendeu novo cigarro, vestiu o sobretudo coçado, levantou-lhe a gola e saiu murmurando guturais sons inatingíveis.
Lá fora, não chovia, não ventava!
Perdoa-me amigo!

29 de Março de 2009

Sexo - o que é!


Segundo os médicos

é uma doença, porque acaba sempre na cama.

Para os advogados

é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.

Segundo os alentejanos

é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.

Segundo os arquitectos

é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.

Segundo os políticos

é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.

Segundo os economistas

é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado.

Segundo os contabilistas

é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.

Segundo os matemáticos

é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parênteses, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.

Segundo os psicólogos

é fodido de explicar. (e não fui eu que disse)

27 de Março de 2009

A paixão do futebol

Todos os que me conhecem sabem que eu sou um apaixonado incorrigível.
Apaixonado pela vida, amigos, família, numismática, desportos, montanha, viagens, música, história, etc., para não enumerar mais gostos que se subentendem.
Estou agora a dar-me conta que afinal gosto de quase tudo, menos as tais favas que são já tão conhecidas como o surfista da Laurinha.
Mas a minha grande paixão, nos momentos de lazer, era fazer uma boa jogatana de futebol. Mas, depois do meu acidente no verão passado, isso não é mais possível.
Foram mais de quarenta anos a arrastar a minha azelhice por tudo onde cheirasse a pontapés na bola.

Resta-me agora acompanhar as tristes figuras que vou vendo pela televisão e os maus exemplos daqueles que, não sabendo perder, nunca saberão ganhar. Sejam eles pretos ou cinzentos.

Hoje foi-me oferecido pelo meu amigo José Romano, aqui JRom, esta tão simples mas muito significativa lembrança, no sentido de me mitigar as mágoas duma paixão que morre, mas continuará a existir nos meus etéreos caminhos do impossível.
Vou olhá-la como se fosse o primeiro troféu conquistado.
Aquele que dá alento aos vencidos e lágrimas incontidas aos vencedores.